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PRIMEIRA IMPRESSÕES (Segundas Intenções) I

Andei por aí pesquisando futuros lançamentos, e repasso algumas primeiras impressões. Não que elas virem um fato, ou caiam com o tempo e a audição completa dos registros, mas ‘eu não tô fazendo nada e você também’:
Black CrowesWarpaint é o nome do novo álbum – depois de sete anos de espera por um trabalho completo de canções novas, o último foi Lions (2001) – e sai pelo selo criado pela banda, Silver Arrow (nome típicamente Neil Young), o que pode soar como um bom futuro de novos registros, mas com eles nunca se sabe. No site repaginado dá para ouvir a nova Goodbye Daughters of Revolution. Ótimo ‘retorno’. Parece voltar com o espírito de 3 Snakes and 1 Charm, disco de (1996). Com os novos integrantes – mais uma vez!!! – Luther Dickinson na guitarra, vindo do North Mississippi Allstars (que põe no mercado este mês Hernando); e Adam Mcdougall, que eu desconheço, nas teclas, os irmãos Robinson provavelmente terão um dos melhores registros de 2008, o folk clássico é a influência da vez. O álbum sairá em 4 de Março e foi produzido pelo parceiro da carreira solo de Chris Robinson, Paul Stacey, que havia substituído Marc Ford, quando ele caiu fora da revoada da turne Join Hands. Saldo: Extremamente Positivo.

Lennny Kravitz – Com o sugestivo título de It Is Time for a Love Revolution, o multi-instrumentista e praticamente ‘one man record’, pois grava quase que sozinho seus álbuns, largou mão da frescura de chapinha no cabelo e intervenções eletrônicas para se dedicar ao que ele faz de melhor: rock básico com aqueles timbres setentistas e baladas de bom gosto e solos inspirados. Bring It On é a primeira pauleira, e I’ll Be Waiting é a balada que tocará insessantemente nas rádios e na MTV, mas é consistente como Again e tem todas as características de uma balada a la Sr. Kravitz, já está no Youtube. É tempo de voltar a ouvir Lenny Kravitz. Álbum prometido para 05 de Fevereiro. Saldo: por ter ouvido apenas duas canções, e as duas serem excelentes, é positivo. É esperar, pouco, para concretizar a profecia, ou a prece…

Sheryl Crow – Seu novo trabalho, Detours, tem uma capa simples e bela, como o som de um violão. Pelo site da cantora ouvi algumas canções do álbum e, aparentemente, ela está largando – ou tentando largar – algumas frescuras pop paulatinamente, dando pinçadas de um pouco do que a fizeram uma boa cantora – leia-se os trabalhos Sheryl Crow (1996) e Globe Sessions (1998) – além de aumentar o flerte folk no seu trabalho. Uma coisa que chamou atenção é os backings femininos, ou a quantidade deles nas canções. Now That You’re Gone é uma que apresenta isso, e decepciona. Fique com a canção de mesmo nome de Ryan Adams. Detours, que dá título ao álbum, vai ficar boa ao vivo. Gasoline é a típica Sheryl dos seus antigos álbuns, boa candidata para uma das melhores do álbum. Motivation motiva, mas não decola. Out Of Our Heads é estranhamente deliciosa, ou um momento de fraqueza minha. Drunk with the Thought of You, bela e pronto. Make It Go Away me remeteu ao clima soturno de Riverwide. Love Is All There Is é mais uma para tocar naquelas FM’s insossas, ou para ter um clipe naqueles canais de música country pop americanos, fuja. Diamond Ring, hum… já conheço uma música com esse nome e não troco ela por outra. Peace Be Upon Us, passou e eu não percebi. Lullaby For Wyatt, Sheryl + violão dedilhado + (piano + cello) = Lullaby’s. God Bless This Mess, isso é uma boa canção folk para a Sheryl Crow. Shine Over Babylon é uma daquelas que ela já fez. Saldo: não é positivo, não é negativo, mas é preciso melhorar, ou ouvir mais, para descartar ou selecionar o que pode ir para o seu mp3 player. Leve em consideração os trabalhos anteriores e ela ser uma artista engajada mas não chata. Chega em formato físico no segundo dia de fevereiro.
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