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CAINDO NO BURACO

RYAN ADAMS

Follow The Lights (2007)


O prodígio do Folk Rock está de volta. E mais uma vez, nos derradeiros tempos de 2007, Ryan Adams solta mais um punhado canções – ou poderíamos dizer punhadinho, já que se trata de um EP (sim caro leitor, EP, formato de disco com quantidade menor de músicas. Dizem uns que este não deve passar de sete registros, mas antigamente, na época do vinil, sete era um número que acabava cobrindo os dois lados do LP, e quem sabe talvez por isso, os discos costumavam trazer apenas ótimas canções, e não um punhado de música pífia ou inócua) – sendo que, uma é uma cover de uma extinta banda dos anos 90 – quem disse que eles não seriam lembrados no futuro hein… – o Alice In Chains, com uma versão correta de Down In A Hole, mas não surpreendente, para o que podemos concluir um hit, ou clássico, da banda do já defunto Laney Stanley – que, segundo nosso blog-amigo-informativo-cultural Credencial Tosca, ganhará as páginas de uma biografia num futuro próximo (olha o som dos anos 90 novamente em foco, agora em mais um livro).

Ryan ainda faz uma autofelação ao coverizar três de suas canções: This Is It, do álbum Rock’n’Roll (2003), que perdeu o punch da original; I’m A Stranger, numa versão mais calma e com cara de ensaio para acústico, do irretocável Cold Roses (2005); e uma versão para Dear John, resultado da parceria com Norah Jones, que saiu no country Jacksonville City Nights (2005). Retirando essas versões, podemos constatar que Adams poderia ter terminado o ano sem esse Follow The Lights, pois as quatro novas composições, não adicionam em nada ao belo e prolífico catálogo do ex-Whiskeytown. Elas poderiam caber perfeitamente em vários dos outros álbuns, principalmente, nos dois últimos (29 e Easy Tiger – resenhado aqui anteriormente), pois espaço nesses vinis digitais não faltam.

Mas, como este blog sabe da capacidade de Adams, ficamos aqui esperando o(s) registro(s) de 2008.

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COLETÂNEA DE INÉDITAS

RYAN ADAMS – Easy Tiger (2007)

Como um filho pródigo do country-rock, Adams ataca novamente com mais uma bolachinha, sendo um dos artistas que mais deve sofrer da síndrome da composição prolífica – Jack White compete com ele ponto a ponto – emendando um trabalho atrás de outro, entre uma turnê e outra. Férias não devem constar no vocabulário do caipira roqueiro.

Com faixas curtas, Easy Tiger pode figurar como uma coletânea de inéditas, pois o material deste disco parece conter um pouco de cada álbum que o músico vem produzindo desde o início desta década. Pearls on a String e Tears of Gold parecem terem saído do country Jacksonville City Nights (2005), enquanto Halloween Head e Two Hands poderiam figurar o outro extremo de Adams, como em Rock ‘n’ Roll (2003), cujo título já define o conteúdo. Dos soturnos Love is Hell (2004) e 29 (2006), as faixas Oh My God, Whatever, Ect e I Taught Myself How To Grow Old, que fecha o álbum, seriam as bolas da vez. Do primeiro álbum, o folk Heartbreaker (2000), um forte exemplo seria a bela Off Broadway. Já The Sun Also Sets e Goodnight Rose cairiam bem em Cold Roses (2005), que garantiria a taça de ouro de melhor álbum, se Adams não tivesse feito Gold (2001). A dobradinha Two e Everybody Knows poderiam ser lados B deixados fora do badalado álbum.

Provavelmente, Easy Tiger não vá figurar entre as mais celebres produções de Adams. O lançamento de 2007 se equilibra com o mediano Demolition (2002). Embora para iniciados, é tiro certeiro de agrado. Para quem não conhece, ou não tem nenhum álbum do americano, Easy Tiger é um bom motivo para começar a ouvir sem precisar mastigar álbuns mais complexos da carreira do filho de Jacksonville.

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