Um blog para loucos e para raros.

Uma entrega total

Consolidada como ‘A Nova Voz’ da Soul Music através do seu primeiro álbum The Soul Sessions (2003), a cantora Joss Stone aprontou uma ótima seqüência para garantir, intencionalmente ou não, o título citado, e que foi antecipadamente lhe outorgado. Apoiada mais uma vez por grandes músicos que participaram de seu primeiro álbum, Joss retira um dos pés do Soul, imprimindo uma sonoridade com muito mais swing e mostrando em Mind, Body & Soul, algo mais contemporâneo. Se compararmos estilos, The Soul Sessions mostra uma voz jovem em um conceito mais tradicional, enquanto no a segunda empreitada, apesar de conter mais da metade das canções bem ao estilo que a consagrou, elas abrangem outros aspectos da Black Music, formas e fórmulas que foram menos exploradas em seu antecessor.

A pressão do segundo disco, após um primeiro aclamado, pode gerar insegurança para alguns artistas, mas no caso de Stone foi apenas  o de manter a qualidade do anterior.

O desafio aqui foi se colocar como compositora. Munida de parceiros, ela assina quase que a totalidade das grandes composições, que não falham para fortalecer o possível conceito do álbum. A abertura é garantida pela forte Right To Be Wrong. Já, Jet Lag é sensual, mas não apelativa. Enquanto, Don’t Cha Wanna Ride, que é cheia de balanço, e o reggae em Less Is More são provas de que o disco consegue agradar não só os puristas, mas também a ouvidos menos criteriosos. A interpretação de Stone sugere muitas características do estilo da grande diva do Soul: Aretha Franklin. Spoiled é como um sermão amoroso tão similar às obras de Franklin, enquanto You Had Me pode ser a Respect da jovem cantora inglesa. Mas, a melhor interpretação da cantora aparece após as 14 faixas nomeadas de Mind, Body & Soul.

Outro ponto positivo neste álbum é o fato de os vocais de apoio fazerem uma bela estrada para a voz de Joss percorrer todos os caminhos que seu poder vocal pode alçar. Levadas bem Black, apimentadas em alguns momentos, viajantes e suaves em outros, temperam as canções. Pequenos detalhes em arranjos de instrumentos e timbragens aparecem para deixar as composições mais envolventes. A cantora parece ter se entregado totalmente em suas interpretações, fazendo jus ao título do álbum, que mexe com o ouvinte também da mesma forma: pela Mente, Corpo e Alma.

Pena a cantora ter se perdido num esquema bem comercial em seu terceiro trabalho.

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2 Respostas

  1. Fabrício

    Espero que no próximo ela se reencontre.
    Este disco é muito bom, eu não gosto da canção reggae, mas é gosto meu. Pra mim a melhor é a sétima, (Security) eu realmente adoro esta música.
    Abç.

    22 junho 2009 às 23:10

  2. Fabrício

    Escreva algo sobre a francesa Camille.

    10 julho 2009 às 22:06

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