Um blog para loucos e para raros.

UMA REALIDADE AMERICANA

Grateful Dead – American Beauty (1970)

Primeiramente, admito que geralmente considero os primeiros trabalhos da maioria das bandas que ouço, e continuo ouvindo, soarem bem melhores do que os seus sucessores. Eles costumam apresentar a banda em seus momentos mais inspirados, sem amarras sobre pressão de vendas e contratos.

No caso do Grateful Dead, admito o contrário. Nada que a banda tenha feito antes de American Beauty, seu sexto álbum, pode se considerar tão bacana quanto esse lançamento do final de 1970. O Dead, como é carinhosamente conhecido pelos seus fãs, sempre foi mais adepto a viagem sonora dos shows, do que nas viagens lisérgicas de estúdio. Suas apresentações renderam infinitos registros – piratas e oficiais – com extensas jam’s em poucas músicas. Eles tornaram-se a melhor representação musical de toda a manifestação hippie que rolava na Costa Oeste dos Estados Unidos.

American Beauty parece ser a ressaca sobre a “infinita” festa que foram os lisérgicos anos 60. Sem longos solos de guitarras, ou músicas intermináveis, a beleza deste registro está em muitos violões, piano, bandolim e instigantes pensamentos sobre o que estava acontecendo em volta da banda, sobre a vida após o sonho, e a visão da realidade. Isto é posto em cheque na capa do disco: o desenho psicodélico na capa sugere a leitura de American Reality, invés da beleza original.

As inúmeras tragédias pessoais e familiares dos integrantes fomentaram letras que buscavam espiritualidade no lugar dos prazeres corporais. O misto de country, blues, folk e soul são o caldo para letras sobre a natureza humana, a morte, e o passar do tempo. A seqüência das 10 canções é tão perfeita, que a inclusão de faixas bônus na edição remasterizada em CD, acaba não fazendo muita diferença.

E como a realidade brasileira é outra, American Beauty sofreu a falta de interesse do braço nacional da multinacional Warner, detentora desta gravação, pois nunca lançou a bolacha no país. Já sua pequena concorrente, a gravadora ST2, lançou por aqui em DVD, pela série Classic Albuns, ‘Anthem to Beauty’, com o making of de dois clássicos da banda, o próprio American Beauty acrescido do difícil Anthem of the Sun, de 1968.

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4 Respostas

  1. E_levation

    Eu uso um conversor q gosto muito.
    Link direto: http://baixaki.ig.com.br/download/Free-Mp3-Wma-Converter.htm
    É fácil e leve.
    Falow!

    Ps: então vc não retirou o nome do link para o meu blog…

    27 maio 2008 às 11:46

  2. Seu primo

    Eu vou mudar o link do seu blog também: “eu tenho um primo que é… hippie” (ps: não, ele não tem 80 anos, mas ainda vive na Idade Média) huahauhauahuahauhauahua
    ps: não sei se escrevi “hippie” de maneira correta, mas também quem se importa? huahuahauhauah

    27 maio 2008 às 11:54

  3. Ana Alice

    cara, nunca tinha me ligado nesse lance da capa…. dããããr….

    6 junho 2008 às 16:31

  4. jorge sousa

    os dead são a amior banda da west coast. e o jerry foi o mais louco dos loucos.

    10 setembro 2008 às 10:30

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